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11h10

Pilates e stand up paddle invadem a Oficina e ensinam músicos a cuidar do corpo

Propor uma aula de pilates para melhorar a performance musical pode parecer inusitado. Mas foi exatamente o que a violoncelista argentina Luciana Gallo fez na aula desta terça-feira (19/1) do curso de contrabaixo da 38ª Oficina de Música de Curitiba. E com muito propósito: ela foi uma das professoras convidadas que apresentou aos músicos formas de cuidar do próprio corpo como forma de melhorar suas performances.

“Somos como atletas, fazemos movimentos repetitivos por muitas horas e essa é uma receita para uma lesão. Uma técnica como o pilates ajuda a ter mais consciência do corporal e até permite a adaptar os princípios na interação com o instrumento”, destaca Luciana. 

Durante a aula, ela convidou os alunos a praticarem o pilates, com apoio de uma toalha, e reforçou que a técnica tem benefícios além do condicionamento físico: “Os músicos não estão acostumados a usar o corpo dessa forma, mas é preciso integrar corpo mente e espírito. Uma boa performance é a conexão desses três elementos”, fala a violoncelista especializada em educação do movimento para músicos. 

Corpo afinado

Ela não é uma voz única. A flautista Babi Brazil também falou aos músicos sobre como melhorar a performance através do corpo em uma das aulas do cursos de violino, nesta terça (19/1), a partir do aprendizado com atletas. A começar por ela mesma, pentacampeã em stand up paddle.

“Trouxe isso do esporte, de saber que se repete o mesmo movimento para chegar à perfeição. O músico tem isso. A diferença é que o atleta talvez tenha mais consciência de quais músculos são mais exigidos e como usá-los da melhor forma”, compara a atleta-musicista.

Ela sugere que os músicos precisam conhecer mais que ritmo, melodia e harmonia para se manterem na profissão. Precisam incluir no currículo noções de anatomia, ergonomia, condicionamento físico para ter a melhor afinação do seu principal instrumento: o próprio corpo.

Para tanto, indica que a progressão dos ensaios seja como um cronograma de treinamento esportivo. O ápice, em vez da competição, seria uma apresentação importante; e que os músicos conheçam a estrutura óssea e muscular envolvida nos seus movimentos com o instrumento, para corrigir posturas e fazer o melhor uso da energia, além de recomendar exercício físico de fortalecimento e alongamento.

Saúde musical

O objetivo é prevenir lesões e prolongar carreiras. A preocupação não é à toa: 73% dos músicos reclamam de dores. 

“Há músicos que sofrem há anos com dores e acham que é normal. Mas não é. Na Música, há o risco de doenças ocupacionais como em qualquer profissão e é necessário prevenir. Como os atletas, passam horas utilizando grupos musculares e precisam se atentar a isso”, explica a violinista e fisioterapeuta Rita Moura.

Rita detalhou os cuidados aos músicos na aula do curso de viola da segunda-feira (18/1). Ela destacou os principais riscos da profissão, como o superuso musculoesquelético (utilização de uso excessivo), falta de adequação ergonômica do instrumento ao corpo, a distonia (contração involuntária dos músculos), além do stress e ansiedade gerados por pressões de performance no palco.

Como prevenção, destacou uma boa preparação muscular, com acompanhamento especializado; boa alimentação e higiene do sono (dormir bem). “É uma área em que se trabalha muito à noite e exige uma atenção extra ao sono, que é regenerador”, afirma Rita.

Parceria

A 38ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização da Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), com apoio máster da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Família Farinha, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Consulado da República Argentina em Curitiba e Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo também apoiam o evento. Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte Festivais de Música 2020.

Autor: Fundação Cultural de Curitiba
Fonte: Assessoria de Imprensa

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